As tribos indígenas perdidas do Brasil

Dezenas de tribos de índios permanecem até hoje, da mesma forma que viviam a séculos ou milênios atrás.
O Brasil detem o maior número de tribos isoladas do Planeta, seguido pelo Papua-Nova Guiné.
A Funai, Fundação Nacional do Índio, estima que hajam 67 tribos isoladas, nos pontos mais distantes e remotos da Floresta Amazônica, chamada de Amazônia Legal, criada em 1953 por uma lei federal compreendendo nove estados, visando facilitar o planejamento econômico da região.

Hoje em dia esta questão indígena
Hoje em dia, pensa-se da seguinte forma quanto a relação homem x índio, no Brasil, a política da Funai tem sido, desde 1989, a de não interferir na cultura e no modo de vida das tribos. E de trabalhar pela demarcação de suas terras, impedir a violência por parte dos brancos e, segundo o antropólogo João Dal Poz, professor da Universidade Federal de Juiz de Fora e especialista em questões indígenas, “criar um cinturão de proteção e deixar os índios tomarem a decisão do que querem com relação à gente”.
Sobre as tribos do resto do planeta, o consenso é o mesmo: elas têm direito de se manter isoladas e são donas das terras onde viveram seus antepassados.

O triste passado dos índios
O passado dos índios conta outra história, essa postura oficial de não-interferência começou a vigorar há apenas cerca de duas décadas, o passado marcado pelas colonizações e avanço das civilizações, principalmente as européias, sobre os povos indígenas, considerados como atrasados e selvagens, é marcada por Genocídios Indígenas, aqui no Brasil, estima-se que havia entre 1 e 10 milhões de nativos de cerca de 1 400 grupos diferentes quando os europeus aqui invadiram.
Hoje em dia estima-se que restam cerca de 460 mil. Pois a maioria morreu vítima de doenças, transmitidas pelos brancos para as quais não tinham imunidade e de muita violência dos colonizadores. Do descobrimento ao início mesmo da colonização, por volta de 1532, não houve escravidão institucionalizada de índios no Brasil. Os portugueses conseguiam extrair produtos como o pau-brasil por meio do escambo com os nativos.
Na região hoje ocupada pelo estado de São Paulo, no entanto, a história foi diferente. No século 16, o aprisionamento de índios foi um negócio tão significativo que a região de São Vicente já era conhecida como “porto dos escravos”.

Índios substituídos por escravos africanos
Os nativos acabaram então substituídos por escravos africanos, que, além de tidos como mais dóceis, representavam um negócio mais lucrativo. No Nordeste, a captura de índios só gerava lucros para os colonos – e a escravização dos africanos era mais rentável, pois gerava fortunas e trocas proveitosas entre continentes.
Yahoo Brasil traz especial sobre índios.