A invenção da escrita, liberdade da palavra
A escrita foi um dos momentos mais importantes da nossa civilização. Com a escrita a comunicação se liberta do momento de sua produção, podendo ser reproduzida a qualquer momento.
A escrita foi inventada entre 3500 a 5000 anos pelo povo sumério, da região chamada Mesopotâmia, local onde surgiram as primeiras civilizações urbanas. O mais antigo tipo conhecido de escrita é a escrita cuneiforme, que representava as formas do mundo (pictogramas), gravados em tabuletas de argila, e pouco a pouco as formas foram se tornando mais simples e abstratas.
A escrita se divide em:
Pictograma: representação gráfica de idéias através de desenhos.
Papiro: escrita na planta.
Pergaminho: no couro.
Papel: descoberto na China há mais de 10 séculos, chegando à Europa só no século XII.
Tipografia (com Guttemberg em 1445): significou multiplicação e barateamento dos escritos.
Antes do surgimento da imprensa a reprodução dos discursos era feita em pequena escala, com ela há o aumento do número de reproduções e da rapidez de sua transmissão. Mesmo sendo este advento muito anterior à Revolução Científica (século XVII), podemos dizer que não dá para dissociar ciência e imprensa. Isto se dá pelo fato de que antes da imprensa, as cópias podiam alterar as informações originais.
Há pouco tempo entramos na era da informatização, a comunicação deixa de ser feita somente pelos livros e passa a se desenvolver no meio eletrônico. A informação deixa de ser unicamente impressa e passa a ser digitalizada e virtualizada. Assim, os limites da cultura deixam de existir, ou seja, o acesso ao conhecimento de outras sociedades se torna mais fácil e mais ágil. A necessidade do deslocamento para a pesquisa se torna menor.

Pictograma em argila

Esta é a planta papiro, usada para fazer o papiro onde se escrevia.

Esta é uma parte do papiro Rhind exposto no Museu Britânico, Londres.

Papiro feito de couro